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“Em nenhum lugar das Escrituras Sagradas, vamos encontrar que as nossas orações são irrelevantes ou não importam para Deus! … ou que ele esteja dormindo e só vai acordar com o som das nossas vozes! Pelo contrário, usando termos humanos, elas nos asseguram que os ouvidos de Deus estão abertos ao nosso clamor … que os seus braços estão estendidos em nosso favor – a todo e qualquer instante!”

 Dimas Pezzato
 Que diferença faz a oração?

Uma vida com duas realidades February 27, 2010

Escrito por Dimas em : Algo Para Pensar, Dimas Pezzato , faça um comentário

Algo que pra mim é fascinante observar na vida do apóstolo Paulo era a clareza de entendimento e determinação que ele possuía sobre a realidade da vida natural e a realidade da vida espiritual!

Paulo fez questão de destacar essas duas realidades em cada carta que ele escreveu para as diversas igrejas com que ele tinha contato: “aos santos em Cristo Jesus que estão em Éfeso”, “aos santos em Cristo Jesus que estão em Filipos”, “aos irmãos em Cristo que estão em Colossos”.

Aparentemente, ele queria que seus ouvintes também vivessem conscientes dessas duas realidades! Era como se ele estivesse dizendo: “Esta carta é para aqueles que reconhecem a conexão da história humana/passageira com a história da vida espiritual/eterna concedida por Deus, por meio do Senhor Jesus.”

Era a consciência dessa dupla realidade que trazia significado e determinação à vida do apóstolo! Na sua carta aos cristãos filipenses, ele declarou: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro … Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”. (Filipenses 1:21 e 4:12-13)

Conforme a perspectiva de Paulo, a vida neste mundo se resume em participar dos planos e propósitos estabelecidos por Deus e, depois disso, desfrutar da vida eterna com Deus.

Pense sobre isso!

Salmo 26: Não é Para Qualquer Um October 15, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho , faça um comentário

John Hobbins

O Salmo 26 é uma pedra de tropeço para cristãos de uma religiosidade externa. Mas é a religiosidade farisaica dos cristãos que é julgada por esse salmo, não o salmo pela religiosidade. Sou um cristão. Conheço bem o espetáculo leviano da religiosidade cristã. Se a escola do sofrimento tem me ensinado algo, é o seguinte: religiosidade cristã, como é concebida hoje, é um pano de trapo imundo. Já a expressão genuína da religiosidade dos salmos brilha como um diamante em comparação. É religião pura e simples.

O Salmo 26 é a expressão de uma situação, uma experiência, que muitos cristãos não conseguem se identificar. É a experiência de ter pago um preço alto por confrontar malfeitores. Este Salmo mostra a necessidade pura e concreta de orar pela libertação daqueles que se encontram no caminho de pessoas que querem machucá-los.

Cristãos têm dificuldades com esse Salmo não porque eles são fiéis a Deus no sentindo que fidelidade a Deus tem na Bíblia, mas porque são infiéis.

Cristãos com esse tipo de religiosidade não entendem bem o Salmo 26 e outros salmos como ele. Fomos treinados a nos aproximar de Deus com um senso de culpa, até mesmo culpa equivocada, pois é assim que aprendemos a sentir bem sobre nós mesmos.

O salmista por sua vez escolhe não manipular Deus, ou manipular a maneira como ele se representa diante de Deus, com a impudência de um cristão religioso.

Esse salmo me faz lembrar de um proprietário de uma loja em uma cidade na Sicília onde fui pastor. Ele era quieto, autodidata, transparente, com uma família, crianças ainda pequenas. Ele vendia jornais e bagatelas e livros escolares para estudantes.

Ele tinha um defeito. Recusava dar dinheiro para a Máfia para obter proteção. Eles colocaram uma bomba na sua loja danificando-a severamente.
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O Deus Trino August 28, 2009

Escrito por Andrea em : Andrea, Devocional , faça um comentário

D. A. Carson

EM MUITAS IGREJAS AO REDOR DO MUNDO, embora com menos freqüência na América do Norte, o pregador, no final do culto, irá calmamente pronunciar essas duas palavras “A graça”. A congregação já sabe que esse é um sinal para todos orarem juntos, recitando o versículo de onde vêm essas duas palavras: “Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Co. 13:14).

O texto é curto e simples e corremos o risco de lê-lo sem refletir nele.

(1) O Deus trino é a fonte dessas bênçãos. Só essa informação já é digna de nossa antenção: não demorou muito até que cristãos como Paulo vissem a implicação de quem é Jesus e a implicação da dádiva do Espírito, para que eles pudessem entender a Deus. Deus está totalmente engajado nessa operação de salvação generosa que levanta filhos prostrados feitos a imagem e semelhança de Deus e os restaura a comunhão com o Criador.

(2) Nas duas primeiras partes, a “graça” é sem dúvida a graça que o Senhor Jesus Cristo dá ou provê e o “amor” é o amor que Deus derrama. Isso torna totalmente plausível que a terceira oração, “a comunhão do Espírito Santo,” não se refere a nossa comunhão com o Espírito, mas com a comunhão que o Espírito Santo nos presenteia, capacita ou concede. O Espírito Santo é finalmente o autor da comunhão cristã. Nós desfrutamos da comunhão cristã uns com os outros por causa da obra do Espírito em cada um de nós, de forma individual, e em todos nós como corpo, desviando nossos corações e mentes de estarmos focados em nós mesmos e no pecado, e nos levando a adoração a Deus e a um a mor de Santidade e deleite em Jesus e em Seu evangelho e ensinamentos. Sem essa transformação, nossa “comunhão”, nossa parceria no evangelho seria impossível.
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Questões sobre Filmes August 7, 2009

Escrito por Andrea em : Andrea, Artigos Diversos , faça um comentário

~John Frame~

Discutindo sobre filme e cultura, pude identificar, no geral, o impulso do liberalismo secular moderno e suas antíteses em relação ao cristianismo. Minhas críticas serão a respeito desses temas de um modo geral. Eu gostaria de ser um pouco mais específico. A seguir estão algumas questões que sempre estão em minha mente quando escolho filmes. Eu recomendo que críticos cristãos se façam a mesma pergunta. Eu não vou voltar a essa lista a cada crítica; somente irei discutir as que eu achar que são mais importantes a determinado filme em particular.

1. Quem escreveu o filme? Quem produziu? Quem dirigiu? Sabemos através dos trabalhos escritos e trabalhos anteriores dessas pessoas alguma coisa sobre suas filosofias de vida? Os trabalhos anteriores de atores também são importantes. Os atores contribuem muito para a qualidade de um filme, e pouco para a sua concepção fundamental. Mas atores certamente tendem a aceitar projetos com os quais têm uma certa afinidade ideológica (partindo do pressuposto que recompensas financeiras também não sejam determinativas). Mel Gibson quase nunca assume filmes com elementos sexuais pesados; ao contrário de Mickey Rourke, que quase sempre assume. A presença de certos atores, levando em consideração que às vezes eles assumem “tipos contrários”, pode nos dar uma idéia sobre a mensagem do filme.

2. O filme é bem feito, esteticamente falando? Os valores de produção e encenação são de boa qualidade? Esses fatores podem ter pouco a ver com a “mensagem”. Mas elas certamente tendem a determinar a extensão do impacto cultural do filme, e isso é importante para os nossos propósitos. Se um filme é bem feito, ele pode ter um impacto em relação à cultura, para bom ou mal. (É claro que alguns filmes ruins também têm um grande impacto!)

3. O filme é honesto e verdadeiro com sua própria posição? Este é um outro sinal de “qualidade”. De modo geral, um filme honesto, independente do seu ponto de vista, terá um impacto cultural maior do que aquele que enfraquece seus pontos.
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O Que a Fé Não É July 27, 2009

Escrito por Maer em : Algo Para Pensar, Dimas Pezzato , faça um comentário

Fé não é sentir ou fazer algo que pressione Deus a agir.
Já ouvi muita gente dizer: ‘É só pedir com fé e Deus nos atenderá’.
Você sabe aonde está escrito isso, na Bíblia? … Pois é, não está na Bíblia!

De acordo com a Palavra de Deus, fé não é um poder a que nos conectamos por meio de oração e meditação, nem tampouco algo que ligamos e desligamos, conforme a necessidade!

Fé também não é o resultado de uma equação: ‘Se eu fizer isso + aquilo, assim e assado, então Deus vai agir de uma forma maravilhosa em minha vida!’ Isso não é fé … isso é uma tentativa de negociar com Deus!

Fé é acreditar em quem Deus é e que ele cumpre tudo o que promete!
Em Hebreus 11:8 está escrito que ‘Abraão, quando chamado, obedeceu e dirigiu-se a um lugar que mais tarde receberia por herança, embora não soubesse para onde estava indo.’

Pense sobre isso!

O Protetor de Seu Povo July 7, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Cântico de Peregrinação.

Levanto os meus olhos para os montes
e pergunto: De onde me vem o socorro?

O meu socorro vem do SENHOR,
que fez os céus e a terra.

Quando o salmista diz, “levanto os meus olhos para os montes,” o que ele quer dizer com isto? Os montes eram muitas vezes lugares perigosos ou o território de inimigos, e, neste caso, levantar os olhos para os montes pode ser uma expressão de ansiedade, temor e incerteza. A introdução deste salmo então reconhece uma “necessidade” e o versículo dois nos dá uma solução. No entanto, sabemos que o povo de Israel ia até Jerusalém para os festivais religiosos, e uma outra interpretação, que provavelmente faz mais sentido aqui, é que os montes são aqueles ao redor de Jerusalém (Salmo 125:2). É por isso que salmos como esse são designados “cânticos de peregrinação” (ou cânticos da subida) pois todos os anos os judeus subiam até Jerusalém que ficava num monte. Acredita-se que as pessoas cantavam um ou vários desses “cânticos da subida” para se prepararem para o culto no festival. No salmo 123:1, por exemplo, “levantar os olhos” era um gesto de súplica e confiança que Yaheweh (o Senhor) iria trazer auxílio ao seu povo do seu santuário em Sião, o santo monte. Portanto, faz mais sentido considerar a introdução deste salmo como uma declaração de confiança. Os versículos 2-4 usam o tema “dormir” em relação a Deus (Ele não dorme); os versículos 5-6 usam a imagem da sombra para proteger do sol e da lua (Ele é o protetor de Israel); e 7-8 fornece a conclusão ao salmo (A Sua proteção afeta cada área de nossas vidas).

Depender do Senhor num mundo hostil é um tema característico dos cânticos de peregrinação (salmos 120-134). O Salmo 121 é parecido com o Salmo 23 em vários aspectos Um desses aspectos é o relacionamento entre o indivíduo e a comunidade: “meu socorro” e o “nosso socorro.” O protetor de Israel (v. 4) é o protetor de cada peregrino em Israel. Mas esta individualização do papel que Yaweh exerce como protetor não cria um indivíduo independente. Como James Mays disse, “é apenas o peregrino que diz ‘nosso socorro’ que pode dizer ‘meu socorro’.”
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English Corner: The God I Don’t Understand July 2, 2009

Escrito por Maer em : English Corner, Maer , faça um comentário

Christopher Wright is a gifted writer. His book Knowing Jesus through the Old Testament, which I read maybe two years ago, gave me a glimpse of the type of thinker he is. He is able to restate things that you either heard before or thought you knew from a new angle and often with fresh insights. I also enjoy listening to Wright’s preaching at All Souls which is available for free.

It was then, with surprise and delight, that I heard that he wrote a book entitled The God I don’t Understand: Reflections on Tough Questions of Faith (there is a site dedicated to this book here). I immediately started asking questions like: what is it about God that Wright doesn’t understand? Are his tough questions of faith the same ones I have? Will he point things out that will create more tough questions for me?

The book answered these questions, specially the first one. But to get a sense of the tone of the book, it is helpful to see what is Wright’s goal in writing it.

Those who read this blog know how much I like Ecclesiastes, and I was delighted to see Wright using it to summarize his intention (it is only fitting that Qohelet would have a say in a book called The God I don’t Understand):

When I applied my mind to know wisdom and to observe the labor that is done on earth-people getting no sleep day or night-then I saw all that God has done. No one can comprehend what goes on under the sun. People toil to search it out, but no one can discover its meaning. Even if the wise claim they know, they cannot really comprehend it. (Ecclesiastes 8:16-17, emphasis of the author)

“Even those who claim to have final answers to the deep problems of life on the earth God created are living in some degree of delusion. They don’t really know what they claim to know. My hope is that this book will share some of the honesty and realism of Ecclesiastes while being able to affirm wider dimensions of God’s action and revelation that were not available to the author in his day” (17).

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Dando um Jeito no Jeitinho July 1, 2009

Escrito por Maer em : Maer, Resenhas , faça um comentário

Provavelmente todos nós já ouvimos falar do “jeitinho brasileiro.” Alias, vamos ser sinceros, quantos de nós já usufruímos do “jeitinho” para resolver algum problema ou sair de uma “fria.” Mas, você já pensou nas dificuldades que o jeitinho traz para o dia-a-dia do cristão? Como viver num país onde é quase impossível não ser de alguma forma afetado pelo jeitinho? Pois bem, este é o assunto abordado no livro Dando um Jeito no Jeitinho: Como ser Ético sem Deixar de Ser Brasileiro de Lourenço Stelio Rega, atualmente diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Você pode obter mais informações sobre o autor e o seu livro no site Dando um Jeito no Jeitinho.

O livro começa com uma introdução ao assunto e descreve o desenvolvimento do jeitinho no Brasil. O autor mostra os aspectos positivos e negativos do jeitinho e os tipos de perguntas que ele levanta na área ética. A primeira parte do livro é uma ótima análise do brasileiro e a sua história, e como as causas do jeitinho estão enraizadas em fatores sociais, culturais e econômicos. Na minha opinião, vale a pena adquirir esse livro simplesmente pela sua análise e bibliografia.

Porque o jeitinho geralmente visa quebrar as regras, ele sempre bate de frente com a ética cristã. É por isso que uma das perguntas principais do livro é “qual é o papel do cristão no país do jeitinho?”

O título mostra que o autor crê que é possível dar um jeito no jeitinho. Depois de deixar claro que só o “Evangelho poderá mudar o coração do brasileiro,” o autor fala sobre o papel da igreja onde assuntos sobre a ética deveriam ser abordados ajudando o cristão a interpretar o seu contexto de vida. Mas, como o indivíduo deve fazer as suas decisões quando ele enfrenta uma situação que não há saída? Para isso, o autor desenvolve um modelo chamando “ética temporal ascendente” sobre a qual veremos depois. Ele então termina com o papel do cristão na sociedade, ou seja, a ética social.
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Mensagens com Cara de SERMÕES

Escrito por Maer em : Artigos Diversos , 1 comentário até agora

Segue abaixo um desabafo sobre a percepção do autor de como as mensagens em sua igreja local pareciam mais como “sermões” (broncas, num contexto mais popular). Existe lugar para broncas na igreja? E a graça, onde ela se encaixa? Leia o desabafo, pense nas perguntas e nos diga o que você acha.


~Rodrigo Haddad de Sousa~

Me sinto muito confuso com respeito à veracidade e relevância da minha teologia (a forma que vejo Deus e a bíblia), a mesma que tenho pregado na igreja. Eu não consigo ver Deus senão como um pai bondoso que ama os filhos e, quando necessário, lhes corrige, com amor. Essa tem sido minha forma de ver Deus e de pregá-lo quando sou solicitado pra isso.

Mas entro em crise, me sinto um “peixe fora d’água”. Parece que só eu penso e prego a graça de Deus na minha igreja local. Lá, por exemplo, vejo os dirigentes e demais pregadores tão legalistas, com mensagens tão utópicas; todo mundo parece ser tão santo. Por vezes eu me imagino sendo acusado pela mente deles (e até pela minha!), porque gosto tanto de falar com ênfase do amor de Deus por nós – o grande diferencial das boas novas do cristianismo que eu experimento. Como posso não dar ênfase nisso? Talvez eu tenha dom pra falar da graça, mas o certo é que eu me sinto confuso.

Será que Deus está de fato sempre dando broncas no povo da igreja local? Será que eu prego excessivamente sobre a graça de Deus? Ao fazê-lo, estou ignorando a justiça de Deus? Dá-me a impressão que os crentes não se permitem falar e ouvir muito sobre a graça de Deus, como se isso lhes sugerisse inércia espiritual. Nas músicas, muitas vezes, cantamos sobre a graça, sobre o amor de Deus, nas orações agradecemos, mas nas mensagens ouvimos as mesmas perguntas previsíveis: O que você tem feito pra Jesus? Quanto tempo você tem gastado na TV e quanto tempo tem separado pra Jesus, pra ler a bíblia? Essas perguntas sugerem um Jesus “xarope” (um sujeito desinteressante como mostram alguns quadros) que estivesse suplicando nossa atenção para com ele.
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Dez Perguntas que Sempre Faço Quando Leio a Bíblia June 4, 2009

Escrito por Maer em : Artigos Diversos, Maer , 1 comentário até agora

~ Lisa Robinson ~

Uma das grandes tragédias nos meus primeiros anos de desenvolvimento como cristã foi que eu comecei a crer com entusiasmo em alguns “fatos espirituais” sobre Deus e o cristianismo que infelizmente não tinham nenhuma base sólida nas páginas da Bíblia. O fato que que eu lia a Bíblia com fervor tinha pouco significado, especialmente porque eu estava usando o texto para defender doutrinas que eu considerava importantes e como ponto de partida para alcançar um nível maior de espiritualidade de acordo com esses conceitos extra bíblicos. Sem dúvida aprendi na minha leitura verdades básicas de doutrinas centrais do cristianismo, mas falhava em conectar os pontos que me levou a conclusões distorcidas.

Uma das melhores coisas que aconteceu comigo foi uma amizade com uma pessoa que me desafiou a olhar o significado original e contextual do texto. Bem, para ser sincera, o seu desafio foi me mostrar como eu colocava as minhas próprias idéias no texto, pois tinha “o dom” de ver no texto algo que ele não dizia. Ele me desafiou a mostrar que a base bíblica que eu tinha de doutrinas populares de hoje que eu havia aceitado. Não consegui mostrar nenhuma. Esse processo, no entanto, revelou coisas que estavam escondidas, e trouxe uma nova perspectiva no meu estudo da Bíblia que usaria métodos indutivos e expositivos (que vêm do texto) que me ensinaram como seguir a linha de pensamento e conectar os pontos ao olhar a gramática, história, construções literárias e como o texto de encaixa na Bíblia como um todo. Deixei de tirar as passagens de seus contextos para que elas se encaixassem numa doutrina de que eu gostava, e comecei a aprender a ler de uma forma que permitiria o texto dizer que ele diz.

Mas isso não é tão simples como parece porque sempre tenho que tomar cuidado para evitar velhas tendências que ainda tenho. Tenho que saber o que essas tendências são, reconhecê-las e colocá-las no seu devido lugar. Não sou uma expert e nem finjo ser. Mas gosto muito de aprender e estou sempre me perguntando “o que isso está realmente dizendo?” Por isso, aqui estão 10 perguntas que sempre faço e achei que pudessem ser úteis. Também acho que elas tendem a ser interdependentes. Uma coisa é certa, acho que todos nós podemos nos tornar vítimas de algumas, se não todas, elas.

1) Estou considerando o contexto? Contexto é altamente importante e não se iluda em achar que não é. Todos os livros da Bíblia têm marcadores de segmentos chamados versículos e capítulos. Apesar de facilitar a leitura bíblica, creio que pode encorajar uma leitura altamente fragmentária que, com outros fatores que mencionaremos abaixo, pode facilitar que tiremos um versículo ou passagem fora do seu contexto verdadeiro. Lembro de ouvir uma pregadora popular no rádio (vocês sabem quem ela é) e estava falando sobre como deveríamos regozijar no nosso dia-a-dia. Ela usou Hebreus 1:9 para mostrar o fato que somos “ungidos” e deveríamos ter mais alegria do que os nossos amigos. É triste de pensar que eu lia a Bíblia desta mesma forma, e fiquei decepcionada com a salva de palmas que ela recebeu por causa da maneira “fielmente bíblica” que estava aplicando o texto. Essa é apenas um de muitos exemplos que posso citar de que quando o contexto não é considerado, fazemos o texto falar algo que não está falando. Também tenho que considerar o estilo literário e ler de acordo com esse estilo. Não posso ler uma narrativa (história) como se fosse uma doutrina, não importa se isso faria um bom sermão.
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