“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”Dimas Pezzato
A vontade de Deus
Por que você está tão inquieto? October 19, 2008
Escrito por Andrea em : Andrea, Devocional , trackbackde D. A Carson
AS COISAS NUNCA SÃO TÃO BOAS quanto poderiam ser. Ou, se por um breve momento elas estiverem tão boas quanto você possa imaginá-las, se por dado momento você parece sugar a excência da vida a cada suspiro, você sabe tanto quanto eu que esses momentos de êxtase não duram. Amanhã você volta ao trabalho, e você pode até gostar do que faz, mas tem suas pressões. Seu casamento pode estar indo de vento em polpa, mas em um momento de amargura você pode se surpreender com o fato de que nem tudo você deve compartilhar com o seu cônjuge. A brisa que acaricia seus cabelos pode se transformar em um tornado que destruirá sua casa. Um dos seus pais pode vir a definhar com Alzheimer; um de seus filhos pode vir a falecer. Existem tantas coisas que você pode curtir ao seu redor, mas ainda assim, no momento em que você começa a saborear o filé mignon que seus filhos compraram para você de aniversário, você se lembra dos milhões que morrem de fome todos os dias. Não há escapatória da bruta realidade que, embora suas experiências sejam maravilhosas neste mundo despedaçado, outros sofrem experiências extremamente corrosivas, e você mesmo não consegue acreditar que o que você está vivendo é declaradamente ideal.
Essa inquietação é para o nosso bem. É uma demonstração do nosso caráter, da nossa natureza como criaturas feitas à imagem de Deus. Fomos feitos para habitar na eternidade; por estrutura, sabemos que pertencemos a algo melhor do que esse mundo (embora belo algumas vezes) devastado no pecado.
Paulo entende este ponto perfeitamente (2 Coríntios 5:1-5). Ele antecipa o momento em que “o tabernáculo terrestre” (nosso corpo) será desfeito, e receberemos “um lar eterno no céu, não feito por mãos” (5:1) – nosso corpo após a ressurreição. “E por isso também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu” (5:2). Não que nós queiramos “bater as botas” e passar a existir nus de forma imortal: essa não é a nossa maior esperança, pois “não porque queiramos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absolvido pela vida” (5:4).
Então Paulo acrescenta: “Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito” (5:5). Deus nos fez para este propósito, ou seja, para o propósito de vida de ressurreição, assegurada a nós pela morte de seu Filho. Além do mais, em adiantamento desta gloriosa consumação de vida, Deus já nos deu o seu Espírito como um depósito, um tipo de pagamento pela maior herança.
Então, é de se admirar que gemamos antecipadamente e que encontremos nossas almas impacientes nessa morada temporária que está sob sentença de morte.
Traduzido por Andrea Almeida
Extraído do livro “For the Love of God” by D. A. Carson copyright © 1998, Vol. 2, March 6. Usado com permissão da Crossway Books, a publishing ministry of Good News Publishers, Wheaton, IL 60187, USA, www.crossway.com.
Palavras chaves: Ressurreição
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