“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”Dimas Pezzato
A vontade de Deus
Luz No Caminho: O Shalom Verdadeiro November 8, 2008
Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , trackback
Certamente Deus é bom para Israel,
para os puros de coração…
A quem tenho nos céus senão a ti?
E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti.
O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar,
mas Deus é a força do meu coração
e a minha herança para sempre.
Salmo 73:1, 25-26
Salmo 73 é um dos meus favoritos. Esse salmo começa e termina falando sobre a bondade de Deus, mas é o que vem entre o começo e o fim que dá ao salmo um toque pessoal. O salmista observa o mundo e reflete. Muitas vezes nos perguntamos por que coisas ruins acontecem com pessoas boas – “por que os inocentes sofrem?” O salmista, no entanto, faz uma pergunta diferente: por que coisas boas acontecem com pessoas ruins?
Como vários outros, esse salmo descreve a experiência de alguém que vive entre um povo oprimido por aqueles que não crêem no Deus de Israel. O salmo não focaliza tanto no sofrimento que essa opressão traz (veja os versículos 10 e 14), mas nas dúvidas que são levantadas pelo fato de que esses opressores conseguem ficar impunes.
O salmo começa com a sua conclusão:
Certamente Deus é bom para Israel,
para os puros de coração.
Daí em diante o salmista começa a contar o que aconteceu: como ele se sentiu desmoralizado (v. 2-3, 13-14), do sucesso e a opressão dos ímpios (v. 4-12), e como ele chegou a convicção que as coisas não eram bem como ele imaginava (v. 15-20). O salmista então renova a sua convicção (v. 21-26) e termina refletindo nas implicações (v. 27-28).
Podemos dizer que o conflito maior desse salmo é o fato que o salmista observa o sucesso, ou seja, o “shalom” dos seus opressores mas ao mesmo tempo diz que “certamente Deus é bom para Israel, para os puros de coração.” Como é que ele pode dizer isso depois de tudo que observou? Aliás, como podemos fazer sentido do shalom de pessoas que ignoram Deus e o sofrimento dos fiéis?
No começo, o salmista se encontra num chão escorregadio sendo que o ímpio parece andar em segurança. Mas no final é o contrário; o ímpio está escorregando (v. 18-20) e o salmista está firme (21-28). Da mesma forma, no começo o ímpio parece estar tendo sucesso “para sempre” enquanto o salmista está perpetuamente aflito, mas no fim o ímpio chega ao seu fim num instante enquanto Deus estava continuamente com o salmista e era na verdade a sua porção “para sempre.”
Podemos ver então que o versículo 1 tinha razão. A bondade de Deus não é definida pelo shalom que o ímpio tem e nem mesmo deixa de ser uma realidade por causa da aflição do puro de coração. O desespero maior é estar “longe de Deus” (v. 27). O shalom eterno é estar “próximo de Deus” (v. 28). A bondade de Deus é o próprio Deus.
Deus é bom para o puro de coração por ser o seu Deus.
Leia Romanos 8:18-39.
Palavras chaves: Shalom
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