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“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”

 Dimas Pezzato
 A vontade de Deus

O Testemunho do Seu Caráter January 19, 2009

Escrito por Maer em : Artigos Diversos, Maer , trackback

de C. Michael Patton

Estava discutindo alguns assuntos sobre religião com um senhor no começo da noite. Foi uma conversa bem interessante na qual ele me contou que era no passado um evangélico numa igreja Batista. Mas há pouco tempo ele abandonou o cristianismo e se converteu ao budismo. Ele explicou que a razão que ele deixou o cristianismo foi por causa do conflito entre Israel e a Palestina. Em resumo, ele achava que os cristãos estavam do lado errado da questão.

Isso é representativo de muitos no nosso cristianismo cultural. O argumento deste senhor era simples:

A validade do cristianismo depende do caráter dos seus aderentes.

Em outras palavras, se os cristãos não “andam na linha,” então o cristianismo perde o seu crédito. Na opinião deste senhor, os cristãos estão apoiando o lado errado do conflito, portanto ele trocou o cristianismo por algo mais apropriado que estaria à altura do caráter que ele achava que deveria acompanhar aqueles que seguem o Deus verdadeiro.

Vou falar algo aqui que acho que vai deixar muitos dos meus leitores com raiva. Isso é especialmente relevante para aqueles cujo pensamento é mais emergente [ou seja, pessoas que não estão satisfeitas com o tradicionalismo e preferem que e igreja seja mais contemporânea com uma ênfase em relacionamentos]. Aqui vai:

A legitimidade do cristianismo não depende do caráter dos seus aderentes.

É com muita freqüência que ouço as desculpas que as pessoas dão do porque elas não são cristãs. Elas referem a fulano-de-tal que era um cristão que fez isso ou aquilo. Elas olham o caráter dos cristãos e jugam, baseado no caráter, se o cristianismo é verdadeiro. Além do mais, geralmente ouço isso vindo de cristãos que afirmam este método de validação. Já ouvi cristãos dizerem que a validade do cristianismo depende da maneira que tratamos uns aos outros.

Isso é simplesmente falso. Não caia nessa conversa.

Ainda bem que Deus não limita a legitimidade da Sua mensagem ao testemunho do caráter de pecadores. Se Ele fizesse isso, estamos todos em maus lenções. Por quê? Porque o seu caráter deixa muito a desejar. O melhor que podemos dizer sobre o caráter da comunidade cristã é que ele é fraco. O caráter de líderes cristãos é instável e frágil. A história da igreja, não importa a sua tradição, não tem uma ficha muito boa.

Eu falo freqüentemente para as pessoas que elas não me usem para confirmar a sua fé cristã. Isso é importante. Se, por alguma razão, eu renunciasse a minha fé, abandonasse a minha esposa e família, e erguesse a bandeira do ateísmo, tenho certeza que muitos ficariam desencorajados. Com razão. Meus alunos se perguntariam como isso poderia acontecer visto que eu parecia antes tão convencido da verdade do cristianismo. Eles ficariam desencorajados e muitos ficariam desiludidos. Mas mesmo se eu renunciasse a fé, não é razão para duvidar se o cristianismo é verdadeiro ou não. O cristianismo não tem o meu caráter como sua base. Sua veracidade não depende de maneira alguma na fidelidade se seus seguidores.

Muitas pessoas referem a esta passagem para defender essa visão:

João 13:34-35: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.”

A idéia seria que contanto que amemos uns aos outros, o cristianismo seria então legítimo. Portanto, não deveríamos mexer com teologia ou apologética [defesa da fé], mas dar um bom exemplo e haverá evidência do cristianismo através do nosso caráter. Por mais que goste do anseio de que cristãos ajam como cristãos, esse entendimento da passagem é perigoso. Ele coloca a legitimidade do cristianismo no testemunho do nosso caráter. Mas a passagem não assume que a verdade do cristianismo depende do nosso caráter. Ela assume que a verdade da nossa confissão cristã depende do nosso caráter. Se não amamos uns aos outros, não faz com que o cristianismo seja menos verdadeiro. Ele simplesmente faz com que a nossa confissão que somos cristãos menos verdadeira. Da mesma forma, se realmente amamos uns aos outros, o cristianismo não é mais verdade do que antes.

Cristianismo é baseado somente na pessoa e obra de Cristo.

Deixe-me repetir.

Cristianismo é baseado somente na pessoa e obra de Cristo.

Como eu disse para aquele senhor, “O cristianismo é verdadeiro se Cristo ressuscitou dos mortos. Se ele não ressuscitou, ele é falso.” É só isso. Não importa a atitude dos cristãos quanto ao conflito na Palestina, Iraque ou qualquer outro lugar. Não depende se você é bonzinho com o seu próximo ou um assassino. Não depende se todos os cristãos estão unidos ou divididos. Não depende do seu caráter ou o meu. Nem depende da nossa perseverança na fé. A verdade do cristianismo é somente um fato histórico. Cristo é quem ele disse que era? Como Dan Wallace [professor de Novo Testamento] disse numa conferência evangélica em Rhode Island, o cristianismo é caracterizado pela incarnação [de Cristo]. A incarnação exige que sejamos históricos no que diz respeito à fé e sigamos a verdade onde a evidência histórica nos levar.

Paulo diz à igreja de Coríntios, “E, se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã, a vossa fé.” É sobre o que Cristo fez, não o que você faz. É sobre a incarnação. É sobre a história, depois vem o resto.

Se dermos a impressão que o cristianismo só é legítimo pelo testemunho do nosso caráter, que Deus nos perdoe por ter dado a impressão errada para tantas pessoas. Somos pobres e fracos, mas o alicerce do cristianismo – Jesus Cristo, o Deus-homen histórico – é forte para sempre.


O que vocês acham do que o Michael escreveu? Concordam? Você já se deparou com pessoas que dizem que não querem se tornar cristãs (ou “crentes”) por causa de todos os “hipócritas” na igreja? Como podemos lidar com pessoas com essa opinião?


Traduzido por Maer
Patton, Michael. Your Character Witness. Parchment and Pen.

 

Artigos Semelhantes:

  1. Paulo Escreve para a Revista “Cristianismo Hoje”



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Um comentário sobre “O Testemunho do Seu Caráter”

  1. Guriah disse:
    October 8th, 2009 às 3:19 pm

    Conheço uma pessoa que se desviou (justifica ela) pq viu mal (péssimo eu diria) testemunho de pastores e outros líderes. Considero importante que tenhamos referenciais ao nosso redor, pessoas que realmente pregam a Cristo com suas vidas e não apenas utilizando palavras. Ainda mais novos convertidos como este meu amigo.
    Elias pensando que estava sozinho quis morrer, Deus o animou dizendo que haviam ainda sete mil que não se dobraram. Por outro lado tem Noé que foi o único encontrado na geração dele que era justo, assim achou graça diante de Deus. Mesmo que ninguém além da família tenha acreditado em Noé, ele foi firme até o fim.
    É difícil seguir sozinho, mas nosso coração e nosso olhar devem estar em Jesus.
    Meu pastor esses dias pensando e falando sobre isso disse que “quem se desvia é pq nunca conheceu ou amou realmente a Deus”. Pensando depois sobre essa afirmação, concordei.
    Voltei a pensar no meu amigo “desviado” e constatei que verdadeiramente ele nunca conheceu Deus de fato nem O amou (o que me dói muito).
    Realmente Deus é Deus e vai continuar sendo sem precisar de nossa “boa conduta” para provar isso. Nosso bom testemunho apenas confirma nossa confissão de fé.
    O que fazer então com relação a essas pessoas que desistem por mal testemunho ou por achar que sua santidade será em vão? Orar por elas para que tenham um encontro real com Deus, pois apenas isso é que muda uma pessoa. O salmo 73 é o melhor exemplo disso, Asafe conhecia a Palavra, porém foi convencido no seu íntimo apenas quando entrou no santuário, ou seja, quando se encontrou com o Senhor.

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