“Em nenhum lugar das Escrituras Sagradas, vamos encontrar que as nossas orações são irrelevantes ou não importam para Deus! … ou que ele esteja dormindo e só vai acordar com o som das nossas vozes! Pelo contrário, usando termos humanos, elas nos asseguram que os ouvidos de Deus estão abertos ao nosso clamor … que os seus braços estão estendidos em nosso favor – a todo e qualquer instante!”Dimas Pezzato
Que diferença faz a oração?
Privilégios e Causas February 27, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
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Ouçam esta palavra que o SENHOR falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito:
“Escolhi apenas vocês
de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades”. Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordoa? O leão ruge na floresta se não apanhou presa alguma? O leão novo ruge em sua toca se nada caçou? Cai o pássaro numa armadilha que não foi armada? Ou tiverem combinado Será que a armadilha se desarma se nada foi apanhado? Quando a trombeta toca na cidade, o povo não treme? Ocorre alguma desgraça na cidade sem que o SENHOR a tenha mandado? Certamente o SENHOR, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas. O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR, o Soberano, falou, quem não profetizará? (Amós 3:1-8) |
de D. A. Carson
Vou refletir aqui em dois temas do terceiro capítulo de Amós:
(1) “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades” (3:2). A premissa básica é simples: privilégio traz responsabilidade. Mas a questão é ainda mais profunda quando seguimos pelo menos duas linhas de pensamento, (a) o privilégio aqui é “ser escolhido para conhecer a Deus”, “ser conhecido por Deus” e que todo o conhecimento desse Deus implica um contato maior com a santidade. Não é de se espantar então que esse privilégio traz punição de pecados. (b) Mas de qualquer forma isso em si é um privilégio. Pecados que são cultivados trazem condenação e destruição; pecados que são punidos podem trazer arrependimento e contrição, que é o que o Senhor anseia. Certamente esse texto exclui a visão que ser escolhido por Deus significa estarmos isentos da obediência e fidelidade a Ele, ou que Deus está no céu nos “mimando.” Como J. A. Motyer disse: “privilégios especiais, obrigações especiais; graça especial, santidade especial; revelação especial escrutínio especial; amor especial, receptividade especial…a igreja de Deus nunca pode escapar dos riscos da sua singularidade.”
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Aleluia! February 23, 2009
Escrito por Maer em : Divrei Olam, Maer , 2 comentários
Cresci ouvindo a palavra aleluia em vários contextos. Não é de surpreender que o contexto principal foi de cultos na igreja onde essa palavra era usada em leituras bíblicas, hinos e canções. É uma daquelas palavras que parece fazer parte do vocabulário de algumas pessoas ao ponto de quase definir quem elas são. Assisti alguns dias atrás um filme clássico chamado The Agony and the Ecstasy com Charles Heston (o ator que fez Moisés no filme Os Dez Mandamentos) sobre a história de como Michel Ângelo pintou o teto da Capela Sistina. Numa parte do filme, eles mostraram uma missa sendo realizada (com Michel Ângelo no andaime fazendo barulho) e o coral de meninos contavam uma música sacra por vários minutos repetindo a palavra “aleluia.” Depois de alguns minutos comecei a pensar: “será que o autor desta música estava com falta de criatividade? Até Aleluia de Handel tem mais conteúdo!” Mas isso mostra o quanto “aleluia” tem sido usada para liturgia e cânticos, e, muitas vezes, sem o auxílio de outras palavras. Seja lá o que aleluia significa, parece ser uma mensagem completa.
É interessante que passei a maior parte da minha vida sem saber bem o que aleluia significava, e, de certa forma, não importava. Aleluia para mim tinha a mesma função (não significado) de alguns palavrões. O que eu quero dizer é que existem alguns palavrões cujo significado desconheço, mas eu sei como são usados e sinto a força de suas expressões quando as pessoas estão com raiva, frustradas e ranzinzas ou quando querem simplesmente ser vulgares. Apesar de não saber o que aleluia significava, eu sabia exatamente como ela era usada num contexto de adoração e liturgia acompanhada geralmente de expressões como “glória a Deus” ou “Amém!”
Mas depois de descobrir o que ela significava, comecei a ficar mais consciente de seu uso e peso. Vamos dar uma olhada no hebraico do primeiro versículo do Salmo 135:
Louvem o nome do SENHOR;
louvem-no, servos do SENHOR,
Nações Iludidas February 18, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
de D. A. Carson
Ai da China neste século! Ela tem massacrado 50 milhões dos seus cidadãos no nome da igualdade. Orgulhosa e arrogante, ela oficialmente mantém uma posição ateísta, perseguindo a igreja enquanto essa igreja, incentivada pelo sangue de seus mártires, tem se multiplicado cinqüenta vezes mais na metade de um século.
Ai da Rússia! Na segunda década deste século ela embarcou numa gigantesca experiência social que resultou na morte de quarenta milhões de pessoas. Ela subjugou nação após nação, certa que a maré da história estava do seu lado. Ela se distinguiu em produzir o “homem revolucionário,” mas não conseguiu produzir o “novo homem” segundo o sistema Marxista, e, desta forma, ela se escondeu de trás de ilusões e mentiras até que a sua incompetência econômica a destruiu.
Ai da Alemanha! Nação que teve o privilégio de ser o lar de alguns dos grandes reformadores, ela se tornou extraordinariamente arrogante no seu intelecto e nesse século começou duas guerras mundiais que causou a morte de milhões e pandemônio (incluindo os horrores dos Nazistas). Hoje ela fabrica BMWs excelentes mas tem uma alma materialista, adorando nada maior do que o deutsche mark [moeda alemã].
Ai da Grã-Bretanha! Uma vez fora dominadora de um quarto da população do mundo; herdeira de alguns dos maiores pensamentos e literaturas cristãs já produzidas, ela se tornou cada vez mais orgulhosa e condescendente para com as nações que colonizou e as pessoas que escravizou. Tendo repetidamente jogado fora uma herança do conhecimento de Deus, ela vagueia sem rumo e degenerada.
Ai do Canada! Nação que gosta de se achar moralmente superior ao seu vizinho mais próximo enquanto se esconde debaixo da proteção militar dos EUA. Escorregando num abismo moral, sua corte suprema faz decisões que são tão moralmente corrosivas quanto qualquer outra no mundo ocidental enquanto as facções dos Ingleses e Franceses estimulam inimizade e divisão por falta de cortesia e respeito dos dois lados.
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Salmos de Confiança February 10, 2009
Escrito por Maer em : Como Ler os Salmos, Maer , faça um comentárioEsse artigo faz parte da série Como Ler os Salmos.
Há salmos que predominantemente expressam a confiança que o salmista tem na bondade e no poder de Deus. Pelo menos nove salmos se encaixam nessa categoria de “salmos que expressam confiança” (Salmos 11; 16; 23; 27; 62; 91; 121; 125; 131). Veja o salmo 16:
Protege-me, ó Deus,
pois em ti me refugio.
Ao SENHOR declaro: “Tu és o meu Senhor;
não tenho bem nenhum além de ti”.
Quanto aos fiéis que há na terra,
eles é que são os notáveis
em quem está todo o meu prazer.
Grande será o sofrimento
dos que correm atrás de outros deuses.
Não participarei dos seus sacrifícios de sangue,
e os meus lábios nem mencionarão
os seus nomes.
SENHOR, tu és a minha porção e o meu cálice;
és tu que garantes o meu futuro.
As divisas caíram para mim
em lugares agradáveis:
Tenho uma bela herança!
Bendirei o SENHOR, que me aconselha;
na escura noite o meu coração me ensina!
Sempre tenho o SENHOR diante de mim.
Com ele à minha direita, não serei abalado.
Por isso o meu coração se alegra
e no íntimo exulto;
mesmo o meu corpo repousará tranqüilo,
porque tu não me abandonarás no sepulcro,
nem permitirás que o teu santo
sofra decomposição.
Tu me farás conhecer a vereda da vida,
a alegria plena da tua presença,
eterno prazer à tua direita.
Esses tipos de salmos mostram a sensibilidade que o salmista tem da presença de Deus. Ele é o seu refúgio (11:1, 16:1), pastor (23:1), luz (27:1), rocha (62:2) e auxílio (121:2).
A confiança submissa que o salmista coloca no Senhor é expressado de forma singular no Salmo 131:
De fato, acalmei e tranqüilizei a minha alma.
Sou como uma criança
recém-amamentada por sua mãe;
a minha alma é como essa criança. (v. 2)
Talvez essa seja uma das maneiras mais claras de expressar o que significa confiar em Deus. Esses salmos não servem apenas como um testemunho do salmista que ele confia em Deus, mas como um exemplo do que significa ter essa confiança.
Alguns podem estar se perguntando se tal confiança é possível. O fim do Salmo 131 chama o povo de Israel para colocar a sua esperança no Senhor e isso me faz pensar que parte do exercício da fé é estarmos lembrando que Deus é digno de confiança.
Leia alguns desses salmos e deixe com que eles te mostrem as diversas maneiras que podemos expressar a nossa confiança em Deus e lembrarmos que Ele é digno.
Quando a Paciência de Deus se Esgota February 6, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
Nessa reflexão D. A. Carson fala sobre o primeiro capítulo de Amos. Tire alguns minutinhos para ler este capítulo antes de prosseguir.
“O SENHOR ruge de Sião
e troveja de Jerusalém;
secam-se as pastagens dos pastores,
e murcha o topo do Carmelo”.
(Amós 1:2b)
de D. A. Carson
A profecia de Amós convoca o povo de Deus para que volte ao comportamento estipulado pela aliança. Mas visto que grande parte da má conduta de Israel está ligada à injustiça social, pecados que não são exclusivamente individualistas, essa profecia inclui acusações contra a injustiça social mais penetrantes que podemos encontrar. Aqui estão alguns pensamentos preliminares sobre o primeiro capítulo de Amos:
1) Amos não era nem um líder religioso profissional nem tão pouco um erudito. Ele não era como Ezequiel, um sacerdote treinado antes de se tornar um profeta, ou como Isaías e Jeremias que aparentemente foram profetas durante todas suas vidas, ou como Daniel cujo trabalho era “secular” mas com um treinamento de primeira linha. Ele era um pastor (1:1) – tal como Elizeu foi um fazendeiro e o nosso Senhor um carpinteiro.
2) Este livro menciona os reinos nos quais ele pregou, algo que o livro de Joel não faz: durante o reino de Uzias rei de Judá e Jeroboão II de Israel (1:1). Não sabemos a data do terremoto que Amos menciona, mas os dois reis acima tiveram longos reinos na primeira metade do século oito A. C., o primeiro desde aproximadamente 790 a 740 A. C., e o segundo aproximadamente de 793 a 753 (incluindo o tempo que eles reinaram com os seus pais). Naquela época a Assíria, a potência regional, não tinha interesse de se expandir, então os dois reinos de Judá e Israel não estavam sendo oprimidos por outras nações e se tornaram mais fortes politicamente e no seu poder militar. (Só depois de 745 que a Assíria se tornou uma ameaça quando Tiglath-Pileser III subiu ao trono.)
3) Amos era um missionário, isto é, um pregador transcultural da palavra de Deus. Ele era um pastor proveniente de Tekoa em Judá, mas o seu ministério se desenvolveu em Israel. Naquela época, Jeroboão II, um homem capaz, estendeu as fronteiras tanto quanto Salomão tinha feito. Mas apesar de toda a prosperidade e expansão, a riqueza ficou nas mãos de poucos. Quando adicionamos a isso a decadência moral e a idolatria contínua, o resultado é que a nação estava caminhando para a destruição. Com a exceção de Amós, poucos detectaram os perigos.
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