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“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”

 Dimas Pezzato
 A vontade de Deus

O Protetor de Seu Povo July 7, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , trackback

Cântico de Peregrinação.

Levanto os meus olhos para os montes
e pergunto: De onde me vem o socorro?

O meu socorro vem do SENHOR,
que fez os céus e a terra.

Quando o salmista diz, “levanto os meus olhos para os montes,” o que ele quer dizer com isto? Os montes eram muitas vezes lugares perigosos ou o território de inimigos, e, neste caso, levantar os olhos para os montes pode ser uma expressão de ansiedade, temor e incerteza. A introdução deste salmo então reconhece uma “necessidade” e o versículo dois nos dá uma solução. No entanto, sabemos que o povo de Israel ia até Jerusalém para os festivais religiosos, e uma outra interpretação, que provavelmente faz mais sentido aqui, é que os montes são aqueles ao redor de Jerusalém (Salmo 125:2). É por isso que salmos como esse são designados “cânticos de peregrinação” (ou cânticos da subida) pois todos os anos os judeus subiam até Jerusalém que ficava num monte. Acredita-se que as pessoas cantavam um ou vários desses “cânticos da subida” para se prepararem para o culto no festival. No salmo 123:1, por exemplo, “levantar os olhos” era um gesto de súplica e confiança que Yaheweh (o Senhor) iria trazer auxílio ao seu povo do seu santuário em Sião, o santo monte. Portanto, faz mais sentido considerar a introdução deste salmo como uma declaração de confiança. Os versículos 2-4 usam o tema “dormir” em relação a Deus (Ele não dorme); os versículos 5-6 usam a imagem da sombra para proteger do sol e da lua (Ele é o protetor de Israel); e 7-8 fornece a conclusão ao salmo (A Sua proteção afeta cada área de nossas vidas).

Depender do Senhor num mundo hostil é um tema característico dos cânticos de peregrinação (salmos 120-134). O Salmo 121 é parecido com o Salmo 23 em vários aspectos Um desses aspectos é o relacionamento entre o indivíduo e a comunidade: “meu socorro” e o “nosso socorro.” O protetor de Israel (v. 4) é o protetor de cada peregrino em Israel. Mas esta individualização do papel que Yaweh exerce como protetor não cria um indivíduo independente. Como James Mays disse, “é apenas o peregrino que diz ‘nosso socorro’ que pode dizer ‘meu socorro’.”

Ele não permitirá que você tropece;
sim, o protetor de Israel não dormirá;
ele está sempre alerta!

O SENHOR é o seu protetor;
como sombra que o protege,
ele está à sua direita.

De dia o sol não o ferirá,
nem a lua, de noite.

O Deus criador não está dormindo, mas continua a agir. O Deus da criação é o Deus da história. O tema de Deus como “protetor”, que parece dominar o salmo, faz um contraste com o tema inicial de Deus como “socorro.” Um aspecto da característica distinta do conceito da criação presente no Antigo Testamento vem a tona aqui. O mundo todo está nas mãos de Deus e, portanto, eu e você estamos em suas mãos.

O SENHOR o protegerá de todo o mal,
protegerá a sua vida.

O SENHOR protegerá a sua saída
e a sua chegada,
desde agora e para sempre.

Yahweh te protegerá de todo o mau e, portanto, protegerá a sua vida. A maneira como esse versículo é formulado nos lembra da oração sacerdotal em Números 6:24-26:

O SENHOR te abençoe e te guarde; o SENHOR faça resplandecer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o SENHOR sobre ti levante o rosto e te dê a paz.

Isso é ainda mais realçado na declaração que essa proteção inclui a sua saída e a sua chagada. (Quando uma pessoa sai para os campos de manhã e volta a noite, e as outras atividades cotidianas da vida [Deut. 28:6, 19; 31:2]). Incluiria também o exílio de Israel e o seu retorno. Inclui a viagem do peregrino para a sua casa e o seu retorno ao próximo festival. Isso é uma verdade não apenas agora mas para toda a vida.

Na sua história, a igreja tem usado o Salmo 121 como um testemunho da providência de Deus na vida dos crentes através de Jesus o Messias. Um bom exemplo pode ser visto num catecismo protestante: crer em Deus o Pai, criador dos céus e da terra, é

[confiar nEle] de tal maneira, que não duvido que dará tudo o que for necessário para meu corpo e minha alma; e que Ele transformará em bem todo mal que me enviar, nesta vida conturbada. Tudo isto Ele pode fazer como Deus todo-poderoso e quer fazer como Pai fiel…. Para que tenhamos paciência em toda adversidade e mostremos gratidão em toda prosperidade e para que, quanto ao futuro, tenhamos a firme confiança em nosso fiel Deus e Pai (Catecismo de Heidelberg, perguntas 26 e 28).

Isso resume bem este aspecto de Deus como provedor de tudo que precisamos. Mas devemos nos lembrar que essa provisão só faz sentido porque Deus é o nosso socorro e o nosso protetor, mesmo quando declaro que Ele é o meu socorro e o meu protetor. Por isso eu posso enfrentar o meu dia-a-dia na certeza que não estou sozinho. Ao mesmo tempo, posso ter convicção que Deus não desamparará o seu povo mesmo quando o mundo não faz sentido. Ele permanecerá fiel a suas promessas pois não dorme e está sempre alerta.

 

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