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“Em nenhum lugar das Escrituras Sagradas, vamos encontrar que as nossas orações são irrelevantes ou não importam para Deus! … ou que ele esteja dormindo e só vai acordar com o som das nossas vozes! Pelo contrário, usando termos humanos, elas nos asseguram que os ouvidos de Deus estão abertos ao nosso clamor … que os seus braços estão estendidos em nosso favor – a todo e qualquer instante!”

 Dimas Pezzato
 Que diferença faz a oração?

O Deus Trino August 28, 2009

Escrito por Andrea em : Andrea, Devocional , trackback

D. A. Carson

EM MUITAS IGREJAS AO REDOR DO MUNDO, embora com menos freqüência na América do Norte, o pregador, no final do culto, irá calmamente pronunciar essas duas palavras “A graça”. A congregação já sabe que esse é um sinal para todos orarem juntos, recitando o versículo de onde vêm essas duas palavras: “Que a graça do Senhor Jesus Cristo, o amor de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (2 Co. 13:14).

O texto é curto e simples e corremos o risco de lê-lo sem refletir nele.

(1) O Deus trino é a fonte dessas bênçãos. Só essa informação já é digna de nossa antenção: não demorou muito até que cristãos como Paulo vissem a implicação de quem é Jesus e a implicação da dádiva do Espírito, para que eles pudessem entender a Deus. Deus está totalmente engajado nessa operação de salvação generosa que levanta filhos prostrados feitos a imagem e semelhança de Deus e os restaura a comunhão com o Criador.

(2) Nas duas primeiras partes, a “graça” é sem dúvida a graça que o Senhor Jesus Cristo dá ou provê e o “amor” é o amor que Deus derrama. Isso torna totalmente plausível que a terceira oração, “a comunhão do Espírito Santo,” não se refere a nossa comunhão com o Espírito, mas com a comunhão que o Espírito Santo nos presenteia, capacita ou concede. O Espírito Santo é finalmente o autor da comunhão cristã. Nós desfrutamos da comunhão cristã uns com os outros por causa da obra do Espírito em cada um de nós, de forma individual, e em todos nós como corpo, desviando nossos corações e mentes de estarmos focados em nós mesmos e no pecado, e nos levando a adoração a Deus e a um a mor de Santidade e deleite em Jesus e em Seu evangelho e ensinamentos. Sem essa transformação, nossa “comunhão”, nossa parceria no evangelho seria impossível.

(3) Não devemos pensar nem por um momento que a graça vem exclusivamente de Jesus, o amor exclusivamente de Deus o Pai e a comunhão exclusivamente do Espírito – como se Jesus não pudesse amar ou gerar comunhão, o Pai não pudesse dispor de graça e assim por diante. Existe o sentido em que a graça, o amor e a comunhão vêm do Deus Triuno. Embora alguém possa de forma efetiva fazer uma conexão entre a graça e o Senhor Jesus Cristo, por causa do Seu sacrifício, a morte insubstituível na cruz foi oferecida por plena graça; Podemos ligar de forma proveitosa o amor com Deus, porque o plano completo de redenção surge do coração de sabedoria e de amor de Deus, de quem se diz “Deus é amor”; podemos também ligar a comunhão com o Espírito, uma vez que o trabalho de transformação que nos une em parceria com o evangelho vem dEle.

Louve a Deus, de quem flui todas as bênçãos; louve ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.



Traduzido por Andrea Almeida
Extraído do livro “For the Love of God” by D. A. Carson copyright © 1998, Vol. 1, Sept. 24. Usado com permissão da Crossway Books, a publishing ministry of Good News Publishers, Wheaton, IL 60187, USA, www.crossway.com.

 

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