“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”Dimas Pezzato
A vontade de Deus
Retidão e Justiça May 7, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
D. A. Carson
Amos 5 é um pouco confuso quando o lemos pela primeira vez. É composto de um conjunto de várias partes—não apenas temas diferentes, mas formas e estilos literários diferentes. A tradução que eu uso reconhece essas diferenças colocando os versículos 8-9 em parênteses (não existe parênteses em hebraico). Os primeiros três versículos são um lamento, uma canção funerária, expressando pesarosamente a queda de Israel. Os versículos 4-6 e 14-15 constituem um apelo evangelístico. É assim que Israel deve responder se quiserem ser aceitos pelo Senhor e sobreviver. Os versículos 7 e 10-13 lidam com a opressão e corrupção da nação. Os últimos dois versículos (16-17) retornam ao lamento.
É fácil refletir nesses distintos aspectos separadamente. Por exemplo, alguém pode meditar no fato que a maneira que buscamos ao Senhor (5:4-6, 14-15) é mais importante do que formas de cultos esteticamente agradáveis (5:4-5); no fato que um arrependimento genuíno contem um alto ódio do pecado não apenas num nível distante e teórico, mas num nível de integridade prática e responsabilidade social, o que inclui justiça nas cortes (5:15). Será que existe uma sociedade que precisa ouvir isso mais do que a nossa, onde há cada vez menos interesse em justiça e retidão, e cada vez mais interesse em simplesmente manipular leis estabelecidas? Desta maneira poderíamos estudar todos os temas e formas nos versículos de 5:1-17.
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Prepare-se para Encontrar com Deus April 16, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
de D. A. Carson
De certa forma, Amós 4 continua naturalmente o capítulo 3. Deus disse que as advertências dos profetas estão conectadas com perigos verdadeiros (3:7-8). Agora ele enfatiza alguns dos pecados que instigaram suas advertências (4:1-5) e explica algumas dessas advertências e o que elas significam para o futuro se não forem levadas a sério (4:6-13).
vacas de Basã que estão
no monte de Samaria,
vocês, que oprimem os pobres
e esmagam os necessitados
e dizem aos senhores deles:
“Tragam bebidas e vamos beber!”
O SENHOR, o Soberano,
jurou pela sua santidade:
“Certamente chegará o tempo
em que vocês serão levados com ganchos,
e os últimos de vocês com anzóis.
Cada um de vocês sairá
pelas brechas do muro,
e serão atirados
na direção do Harmoma”,
declara o SENHOR.
(1) A primeira advertência é para as mulheres da classe alta de Israel (4:1-3) que são descritas, de forma derrogatória, como “vacas de Basã”—uma expressão que significa bem nutridas, gordas e preguiçosas, e não magras e fortes. Essas mulheres usavam suas riquezas e posição para “oprimirem os pobres e esmagarem os necessitados” (4:1). O seguinte trecho é devastador: elas dizem aos seu maridos, “Tragam bebidas e vamos beber!” (4:1). Isso nos traz a mente uma imagem de “dondocas” que com profunda arrogância estão interessadas que outros as sirvam mas nunca querem servir, controlando os seus maridos, bebendo para passar o tédio. Então o Senhor Soberano jura “pela sua santidade” (4:2), que é a mesma coisa de dizer que Ele jura por Si mesmo, o que significa que Ele jura por algo imutável, do qual nada ou qualquer pessoas é maior. Ele jura que os levará com ganchos e anzóis para o cativeiro, humilhados e rebaixados, sofrendo dores no meio dos entulhos de sua cidade (4:2-3).
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Privilégios e Causas February 27, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
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Ouçam esta palavra que o SENHOR falou contra vocês, ó israelitas; contra toda esta família que tirei do Egito:
“Escolhi apenas vocês
de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades”. Duas pessoas andarão juntas se não estiverem de acordoa? O leão ruge na floresta se não apanhou presa alguma? O leão novo ruge em sua toca se nada caçou? Cai o pássaro numa armadilha que não foi armada? Ou tiverem combinado Será que a armadilha se desarma se nada foi apanhado? Quando a trombeta toca na cidade, o povo não treme? Ocorre alguma desgraça na cidade sem que o SENHOR a tenha mandado? Certamente o SENHOR, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas. O leão rugiu, quem não temerá? O SENHOR, o Soberano, falou, quem não profetizará? (Amós 3:1-8) |
de D. A. Carson
Vou refletir aqui em dois temas do terceiro capítulo de Amós:
(1) “Escolhi apenas vocês de todas as famílias da terra; por isso eu os castigarei por todas as suas maldades” (3:2). A premissa básica é simples: privilégio traz responsabilidade. Mas a questão é ainda mais profunda quando seguimos pelo menos duas linhas de pensamento, (a) o privilégio aqui é “ser escolhido para conhecer a Deus”, “ser conhecido por Deus” e que todo o conhecimento desse Deus implica um contato maior com a santidade. Não é de se espantar então que esse privilégio traz punição de pecados. (b) Mas de qualquer forma isso em si é um privilégio. Pecados que são cultivados trazem condenação e destruição; pecados que são punidos podem trazer arrependimento e contrição, que é o que o Senhor anseia. Certamente esse texto exclui a visão que ser escolhido por Deus significa estarmos isentos da obediência e fidelidade a Ele, ou que Deus está no céu nos “mimando.” Como J. A. Motyer disse: “privilégios especiais, obrigações especiais; graça especial, santidade especial; revelação especial escrutínio especial; amor especial, receptividade especial…a igreja de Deus nunca pode escapar dos riscos da sua singularidade.”
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Nações Iludidas February 18, 2009
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de D. A. Carson
Ai da China neste século! Ela tem massacrado 50 milhões dos seus cidadãos no nome da igualdade. Orgulhosa e arrogante, ela oficialmente mantém uma posição ateísta, perseguindo a igreja enquanto essa igreja, incentivada pelo sangue de seus mártires, tem se multiplicado cinqüenta vezes mais na metade de um século.
Ai da Rússia! Na segunda década deste século ela embarcou numa gigantesca experiência social que resultou na morte de quarenta milhões de pessoas. Ela subjugou nação após nação, certa que a maré da história estava do seu lado. Ela se distinguiu em produzir o “homem revolucionário,” mas não conseguiu produzir o “novo homem” segundo o sistema Marxista, e, desta forma, ela se escondeu de trás de ilusões e mentiras até que a sua incompetência econômica a destruiu.
Ai da Alemanha! Nação que teve o privilégio de ser o lar de alguns dos grandes reformadores, ela se tornou extraordinariamente arrogante no seu intelecto e nesse século começou duas guerras mundiais que causou a morte de milhões e pandemônio (incluindo os horrores dos Nazistas). Hoje ela fabrica BMWs excelentes mas tem uma alma materialista, adorando nada maior do que o deutsche mark [moeda alemã].
Ai da Grã-Bretanha! Uma vez fora dominadora de um quarto da população do mundo; herdeira de alguns dos maiores pensamentos e literaturas cristãs já produzidas, ela se tornou cada vez mais orgulhosa e condescendente para com as nações que colonizou e as pessoas que escravizou. Tendo repetidamente jogado fora uma herança do conhecimento de Deus, ela vagueia sem rumo e degenerada.
Ai do Canada! Nação que gosta de se achar moralmente superior ao seu vizinho mais próximo enquanto se esconde debaixo da proteção militar dos EUA. Escorregando num abismo moral, sua corte suprema faz decisões que são tão moralmente corrosivas quanto qualquer outra no mundo ocidental enquanto as facções dos Ingleses e Franceses estimulam inimizade e divisão por falta de cortesia e respeito dos dois lados.
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Quando a Paciência de Deus se Esgota February 6, 2009
Escrito por Maer em : Amós, Maer , faça um comentário
Nessa reflexão D. A. Carson fala sobre o primeiro capítulo de Amos. Tire alguns minutinhos para ler este capítulo antes de prosseguir.
“O SENHOR ruge de Sião
e troveja de Jerusalém;
secam-se as pastagens dos pastores,
e murcha o topo do Carmelo”.
(Amós 1:2b)
de D. A. Carson
A profecia de Amós convoca o povo de Deus para que volte ao comportamento estipulado pela aliança. Mas visto que grande parte da má conduta de Israel está ligada à injustiça social, pecados que não são exclusivamente individualistas, essa profecia inclui acusações contra a injustiça social mais penetrantes que podemos encontrar. Aqui estão alguns pensamentos preliminares sobre o primeiro capítulo de Amos:
1) Amos não era nem um líder religioso profissional nem tão pouco um erudito. Ele não era como Ezequiel, um sacerdote treinado antes de se tornar um profeta, ou como Isaías e Jeremias que aparentemente foram profetas durante todas suas vidas, ou como Daniel cujo trabalho era “secular” mas com um treinamento de primeira linha. Ele era um pastor (1:1) – tal como Elizeu foi um fazendeiro e o nosso Senhor um carpinteiro.
2) Este livro menciona os reinos nos quais ele pregou, algo que o livro de Joel não faz: durante o reino de Uzias rei de Judá e Jeroboão II de Israel (1:1). Não sabemos a data do terremoto que Amos menciona, mas os dois reis acima tiveram longos reinos na primeira metade do século oito A. C., o primeiro desde aproximadamente 790 a 740 A. C., e o segundo aproximadamente de 793 a 753 (incluindo o tempo que eles reinaram com os seus pais). Naquela época a Assíria, a potência regional, não tinha interesse de se expandir, então os dois reinos de Judá e Israel não estavam sendo oprimidos por outras nações e se tornaram mais fortes politicamente e no seu poder militar. (Só depois de 745 que a Assíria se tornou uma ameaça quando Tiglath-Pileser III subiu ao trono.)
3) Amos era um missionário, isto é, um pregador transcultural da palavra de Deus. Ele era um pastor proveniente de Tekoa em Judá, mas o seu ministério se desenvolveu em Israel. Naquela época, Jeroboão II, um homem capaz, estendeu as fronteiras tanto quanto Salomão tinha feito. Mas apesar de toda a prosperidade e expansão, a riqueza ficou nas mãos de poucos. Quando adicionamos a isso a decadência moral e a idolatria contínua, o resultado é que a nação estava caminhando para a destruição. Com a exceção de Amós, poucos detectaram os perigos.
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