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“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”

 Dimas Pezzato
 A vontade de Deus

Salmo 26: Não é Para Qualquer Um October 15, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho , faça um comentário

John Hobbins

O Salmo 26 é uma pedra de tropeço para cristãos de uma religiosidade externa. Mas é a religiosidade farisaica dos cristãos que é julgada por esse salmo, não o salmo pela religiosidade. Sou um cristão. Conheço bem o espetáculo leviano da religiosidade cristã. Se a escola do sofrimento tem me ensinado algo, é o seguinte: religiosidade cristã, como é concebida hoje, é um pano de trapo imundo. Já a expressão genuína da religiosidade dos salmos brilha como um diamante em comparação. É religião pura e simples.

O Salmo 26 é a expressão de uma situação, uma experiência, que muitos cristãos não conseguem se identificar. É a experiência de ter pago um preço alto por confrontar malfeitores. Este Salmo mostra a necessidade pura e concreta de orar pela libertação daqueles que se encontram no caminho de pessoas que querem machucá-los.

Cristãos têm dificuldades com esse Salmo não porque eles são fiéis a Deus no sentindo que fidelidade a Deus tem na Bíblia, mas porque são infiéis.

Cristãos com esse tipo de religiosidade não entendem bem o Salmo 26 e outros salmos como ele. Fomos treinados a nos aproximar de Deus com um senso de culpa, até mesmo culpa equivocada, pois é assim que aprendemos a sentir bem sobre nós mesmos.

O salmista por sua vez escolhe não manipular Deus, ou manipular a maneira como ele se representa diante de Deus, com a impudência de um cristão religioso.

Esse salmo me faz lembrar de um proprietário de uma loja em uma cidade na Sicília onde fui pastor. Ele era quieto, autodidata, transparente, com uma família, crianças ainda pequenas. Ele vendia jornais e bagatelas e livros escolares para estudantes.

Ele tinha um defeito. Recusava dar dinheiro para a Máfia para obter proteção. Eles colocaram uma bomba na sua loja danificando-a severamente.
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O Protetor de Seu Povo July 7, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Cântico de Peregrinação.

Levanto os meus olhos para os montes
e pergunto: De onde me vem o socorro?

O meu socorro vem do SENHOR,
que fez os céus e a terra.

Quando o salmista diz, “levanto os meus olhos para os montes,” o que ele quer dizer com isto? Os montes eram muitas vezes lugares perigosos ou o território de inimigos, e, neste caso, levantar os olhos para os montes pode ser uma expressão de ansiedade, temor e incerteza. A introdução deste salmo então reconhece uma “necessidade” e o versículo dois nos dá uma solução. No entanto, sabemos que o povo de Israel ia até Jerusalém para os festivais religiosos, e uma outra interpretação, que provavelmente faz mais sentido aqui, é que os montes são aqueles ao redor de Jerusalém (Salmo 125:2). É por isso que salmos como esse são designados “cânticos de peregrinação” (ou cânticos da subida) pois todos os anos os judeus subiam até Jerusalém que ficava num monte. Acredita-se que as pessoas cantavam um ou vários desses “cânticos da subida” para se prepararem para o culto no festival. No salmo 123:1, por exemplo, “levantar os olhos” era um gesto de súplica e confiança que Yaheweh (o Senhor) iria trazer auxílio ao seu povo do seu santuário em Sião, o santo monte. Portanto, faz mais sentido considerar a introdução deste salmo como uma declaração de confiança. Os versículos 2-4 usam o tema “dormir” em relação a Deus (Ele não dorme); os versículos 5-6 usam a imagem da sombra para proteger do sol e da lua (Ele é o protetor de Israel); e 7-8 fornece a conclusão ao salmo (A Sua proteção afeta cada área de nossas vidas).

Depender do Senhor num mundo hostil é um tema característico dos cânticos de peregrinação (salmos 120-134). O Salmo 121 é parecido com o Salmo 23 em vários aspectos Um desses aspectos é o relacionamento entre o indivíduo e a comunidade: “meu socorro” e o “nosso socorro.” O protetor de Israel (v. 4) é o protetor de cada peregrino em Israel. Mas esta individualização do papel que Yaweh exerce como protetor não cria um indivíduo independente. Como James Mays disse, “é apenas o peregrino que diz ‘nosso socorro’ que pode dizer ‘meu socorro’.”
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Confie no Senhor May 10, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Esse Luz No Caminho vai ser um pouco diferente pois, em vários aspectos, ele poderia ser facilmente um artigo em Divrei Olam (onde olhamos o papel da língua hebraica no nosso entendimento do texto).

Provérbios 3:5-6 é um dos meus versículos prediletos. Não porque eles me confortam ou são fáceis de memorizar, mas porque me desafiam. Ler esses versículos me faz voltar ao básico. Em que ou em quem coloco a minha confiança? Até que ponto o meu “entendimento” tem tido prioridade na minha perspectiva de vida?

Em primeiro lugar, vamos ver Provérbios 3:1-12. Esta primeira unidade contém cinco admoestações que se encontram na forma de um imperativo, ordem ou motivação. A primeira começa com a típica designação “meu filho” para que ele lembre dos ensinamentos do mestre e guarde os seus mandamentos no coração, e então ele mostra os benefícios de uma vida longa e próspera (talvez Êxodo 20:2 esteja em vista aqui). Esta admoestação serve como introdução e resumo dos outros que vão vir.

É importante notar que as outras quatro admoestações mencionam o nome de Deus. Os últimos três usam o nome Yahweh (tradicionalmente traduzido como Senhor) e dizem que a nossa confiança, temor e honra devem ser depositados nEle. Somos então desafiados a não nos iludir com uma independência irresponsável (3:4-4), autodeterminação (3:5-6), liberdade de fazer as nossas próprias regras morais (3:7-8), possessão total de bens materiais (3:9-10), acharmos que somos isentos de correção (3:11-12). Quando levamos em consideração todas essas partes, a mensagem é bem clara: não podemos ser mestres dos nossos próprios destinos, não podemos ser os seus próprios deuses.”
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Os Caminhos do Senhor January 17, 2009

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Teus caminhos, ó Deus, são santos.
Que deus é tão grande como o nosso Deus?
Tu és o Deus que realiza milagres;
mostras o teu poder entre os povos.

(Salmo 77:13-14)

Você já passou por épocas quando tudo na sua vida estava dando errado e que, no momento que você mais precisava de Deus, Ele não parecia estar por perto? Você faz de tudo para ouvir a voz de Deus mas ouve somente o silêncio. Então vêm as perguntas: até quando, Senhor, não vai me responder? Até quando me rejeitará?

O Salmo 77 expressa sentimentos semelhantes. Aliás, esse Salmo parece com o Salmo 73 em vários aspectos. O salmista não está satisfeito com a sua situação e começa a refletir sobre quem Deus é. Ele sente que o seu clamor para que Deus o conforte não dá em nada (v. 1-2). Com o seu espírito ainda abalado, ele volta os seus pensamentos a Deus (v. 3-4). Como não há esperança no presente, a salmista tenta achar respostas no passado (v. 5) e lá ele procura uma resposta para uma série de perguntas (6-9) que podem ser resumidas numa só:

Será que rejeição de Deus é para sempre?

Mas ao invés de fazer um pedido ou voto, o salmista lida com a sua angústia lembrando dos feitos maravilhosos de Deus no passado. Ele lembra do relacionamento especial de Israel com o Senhor nos versículos 11 e 12.

É aqui então que lemos os versículos 13 e 14:

Teus caminhos, ó Deus, são santos.
Que deus é tão grande como o nosso Deus?
Tu és o Deus que realiza milagres;
mostras o teu poder entre os povos.

Podemos dizer que o tema principal aqui é sobre “os caminhos” do Senhor. Os caminhos do Senhor são marcados pela “santidade.” Santidade é um atributo básico de Deus; ele contrasta e transcende os seres humanos, as maravilhas, os mistérios e o incompreensível. Deus é incomparável na sua santidade.

O versículo 19 diz que “pelo mar foi o seu caminho.” Essas palavras e o resto do salmo devem ter trazido à mente do povo um evento marcante na história de Israel – o êxodo. Esse evento foi também registrado na “Canção do Mar” em Êxodo 15:1-18. Veja Êxodo 15:11-13:

Ó SENHOR, quem é como tu entre os deuses?
Quem é como tu, glorificado em santidade,
terrível em feitos gloriosos, que operas maravilhas?
Estendeste a destra; e a terra os tragou.
Com a tua beneficência guiaste o povo que salvaste;
com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.

Essa canção conta como Deus os salvou com a sua mão direita guiando-os através do mar. O ponto chave a ser compreendido é que o Deus da Canção do Mar e o Deus do Salmo 77 é o mesmo.

O conteúdo deste salmo reconhece que Deus é o Deus que se revelou em seus atos de criação e salvação. Esse salmo faz o que o louvor e confissão deveriam fazer – representar Deus como a realidade e essência da verdade mesmo quando as circunstâncias parecem dizer o contrário.

Você já passou por épocas quando tudo na sua vida estava dando errado e que, no momento que você mais precisava de Deus, Ele não parecia estar por perto?

Se você não teve essa experiência, provavelmente terá. Nesses momentos a realidade de quem Deus é, do que Ele fez no passado e fará no futuro, nos dá completa confiança que “os caminhos” do nosso Deus são santos e que Ele está conosco no presente mesmo quando as circunstâncias parecem dizer o contrário.

Luz No Caminho: O Shalom Verdadeiro November 8, 2008

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Certamente Deus é bom para Israel,
para os puros de coração…

A quem tenho nos céus senão a ti?
E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti.

O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar,
mas Deus é a força do meu coração
e a minha herança para sempre.

Salmo 73:1, 25-26

Salmo 73 é um dos meus favoritos. Esse salmo começa e termina falando sobre a bondade de Deus, mas é o que vem entre o começo e o fim que dá ao salmo um toque pessoal. O salmista observa o mundo e reflete. Muitas vezes nos perguntamos por que coisas ruins acontecem com pessoas boas – “por que os inocentes sofrem?” O salmista, no entanto, faz uma pergunta diferente: por que coisas boas acontecem com pessoas ruins?

Como vários outros, esse salmo descreve a experiência de alguém que vive entre um povo oprimido por aqueles que não crêem no Deus de Israel. O salmo não focaliza tanto no sofrimento que essa opressão traz (veja os versículos 10 e 14), mas nas dúvidas que são levantadas pelo fato de que esses opressores conseguem ficar impunes.
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A Linguagem do Sofrimento July 10, 2008

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Até quando, SENHOR? Para sempre te esquecerás de mim?
Até quando esconderás de mim o teu rosto?
Até quando terei inquietações e tristeza no coração dia após dia?
Até quando o meu inimigo triunfará sobre mim?
Olha para mim e responde, SENHOR, meu Deus. Ilumina os meus olhos,
ou do contrário dormirei o sono da morte;
os meus inimigos dirão: “Eu o venci”,e os meus adversários festejarão o meu fracasso.
Eu, porém, confio em teu amor; o meu coração exulta em tua salvação.
Quero cantar ao SENHOR pelo bem que me tem feito.
(Salmo 13)

O Salmo 13 é considerado um salmo de lamento. Num lamento ouve-se a voz que expressa sofrimento, o que é o resultado de uma perda profunda. O lamento não explica e nem é uma referência ao sofrimento. Tão pouco considera o estágio em que o sofredor se encontra. O lamento é, no entanto, a linguagem do sofrimento, ou seja, a voz do sofrimento.

O salmista descreve a experiência de sua aflição. É do seu sofrimento que surge a necessidade dessa oração que pode ser apenas compreendida em relação a Deus (v. 1). Essa oração vem à tona não apenas por causa do sofrimento, mas também por causa da incapacidade do salmista de confrontar o inimigo (v. 2). São três os elementos que compõem a estrutura de um lamento: 1) O uso do pronome Tu, referindo-se a Deus; 2) Eu, para se referir a quem faz a oração; 3) Eles, para se referir ao contexto da adversidade. Leia mais…

Programa de Memorização Revisada (e Atualizada) June 3, 2008

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Oi pessoal,

A intenção do nosso programa de memorização era para que juntos pudéssemos estar memorizando e refletindo em versículos da bíblia como igreja. Para isso, temos usada uma seleção de versículos semelhante ao que o pastor John Piper usou em sua congregação. Gostei dessa seleção pois me pareceu bem balanceada em termos de temas e uso do Velho e Novo Testamento.

No entanto, me disseram que um versículo por semana tem sido difícil especialmente por que muitos desses versículos são novos e alguns longos. A nova sugestão foi de ter um versículo por mês. Como a intenção é de estarmos fazendo isso como igreja, não queremos que essa experiência seja frustrante e, por isso, acho que a sugestão é muito sábia. Leia mais…

Luz No Caminho: 1 João 2:15-17

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , 2 comentários

Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo. O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.

1 João 2:15-17

Observem o paralelo que existe nesses três versículos ditos por João:

O amor do mundo – o amor do Pai (2:15)
O que vem do mundo – o que vem do Pai (2:16)
O mundo passa – aquele que obedece permanece para sempre (2:17)

Há várias coisas que poderíamos extrair dessa exortação de João, mas gostaria que concentrássemos na frase “o amor do/pelo mundo.” Leia mais…

Luz No Caminho: 1 João 1:8-9 May 24, 2008

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça.

1 João 1:8-9

A carta de 1 João é pequena, então vale a pena lê-la por completo antes de meditar nestes versículos.

João começa sua carta falando sobre a proclamação da Palavra da Vida:

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplamos e as nossas mãos apalparam – isto proclamamos a respeito da Palavra da vida. A vida se manifestou; nós a vimos e dela testemunhamos, e proclamamos a vocês a vida eterna, que estava com o Pai e nos foi manifestada. Nós lhes proclamamos o que vimos e ouvimos para que vocês também tenham comunhão conosco. Nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo. Escrevemos estas coisas para que a nossa alegria a seja completa. (1:1-4) Leia mais…

Luz No Caminho: Salmo 62:5-8 May 18, 2008

Escrito por Maer em : Luz No Caminho, Maer , faça um comentário

Descanse somente em Deus, ó minha alma;
dele vem a minha esperança.
Somente ele é a rocha que me salva;
ele é a minha torre alta! Não serei abalado!
A minha salvação e a minha honra de Deus dependem;
ele é a minha rocha firme, o meu refúgio.
Confie nele em todos os momentos, ó povo;
derrame diante dele o coração, pois ele é o nosso refúgio.

Salmo 62:5-8

Esse salmo, bem como o Salmo 56 (veja, Luz No Caminho: Salmo 56-3-4), fala sobre a confianca que o salmista tem em Deus. Ele parece ser dividido em quatro temas, que são:

1- Confiança (v.1-2)
2- Protesto contra os inimigos (v. 3-4)
3- Exortação (v. 5-8)
4- A fragilidade do homem e o poder de Deus. (v. 9-12)
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