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“O empenho em conhecer e obedecer a vontade de Deus é uma evidência de legitimidade de que – de fato – somos discípulos/seguidores de Jesus! Pessoas que se dizem cristãs, mas que não se interessam por conhecer e obedecer a vontade de Deus em suas vidas, são – no mínimo – uma grande contradição e revelam estar numa condição de imaturidade!”

 Dimas Pezzato
 A vontade de Deus

Dando um Jeito no Jeitinho July 1, 2009

Escrito por Maer em : Maer, Resenhas , faça um comentário

Provavelmente todos nós já ouvimos falar do “jeitinho brasileiro.” Alias, vamos ser sinceros, quantos de nós já usufruímos do “jeitinho” para resolver algum problema ou sair de uma “fria.” Mas, você já pensou nas dificuldades que o jeitinho traz para o dia-a-dia do cristão? Como viver num país onde é quase impossível não ser de alguma forma afetado pelo jeitinho? Pois bem, este é o assunto abordado no livro Dando um Jeito no Jeitinho: Como ser Ético sem Deixar de Ser Brasileiro de Lourenço Stelio Rega, atualmente diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Você pode obter mais informações sobre o autor e o seu livro no site Dando um Jeito no Jeitinho.

O livro começa com uma introdução ao assunto e descreve o desenvolvimento do jeitinho no Brasil. O autor mostra os aspectos positivos e negativos do jeitinho e os tipos de perguntas que ele levanta na área ética. A primeira parte do livro é uma ótima análise do brasileiro e a sua história, e como as causas do jeitinho estão enraizadas em fatores sociais, culturais e econômicos. Na minha opinião, vale a pena adquirir esse livro simplesmente pela sua análise e bibliografia.

Porque o jeitinho geralmente visa quebrar as regras, ele sempre bate de frente com a ética cristã. É por isso que uma das perguntas principais do livro é “qual é o papel do cristão no país do jeitinho?”

O título mostra que o autor crê que é possível dar um jeito no jeitinho. Depois de deixar claro que só o “Evangelho poderá mudar o coração do brasileiro,” o autor fala sobre o papel da igreja onde assuntos sobre a ética deveriam ser abordados ajudando o cristão a interpretar o seu contexto de vida. Mas, como o indivíduo deve fazer as suas decisões quando ele enfrenta uma situação que não há saída? Para isso, o autor desenvolve um modelo chamando “ética temporal ascendente” sobre a qual veremos depois. Ele então termina com o papel do cristão na sociedade, ou seja, a ética social.
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